O caminho do ouro olímpico

Os Jogos Olímpicos Rio 2016 terminaram na noite do último domingo (21) com a belíssima cerimônia de encerramento. Durante 15 dias todos choramos e sorrimos com vitórias e derrotas, mas principalmente nos surpreendemos com desconhecidos que, de repente, surgiram como campeões olímpicos.

Nada acontece de repente. Vitórias como a de Thiago Braz, no salto com vara, Rafaela Silva, no judô, ou até mesmo as três medalhas de Isaquías Queiroz na canoagem são resultados de anos de preparação, e estão longe de ser uma questão de mágica.

Em primeiro lugar, há uma imensa distância entre uma criança comum e um medalhista olímpico. A criança pode ter o biótipo adequado para vir a ser um atleta, mas ainda não o é. Para sê-lo, é preciso encarar uma longa caminhada e percorrer uma série de passos sem os quais jamais chegará a ser um atleta diferenciado.

Para começar, o futuro atleta não pode ser dispersivo. Ao longo de todo o processo ele tem que visualizar um objetivo claro. Se não tiver um só objetivo em mente jamais chegará a algum lugar no pódio.

Se para nós, espectadores, às vezes parece mágica, para o atleta o caminho até a medalha de ouro é extremamente árduo. Por isso, sua vontade e perseverança têm que ser inabaláveis. Sobrevirão montanhas de obstáculos plantados em seu caminho por variáveis de toda ordem e ele jamais poderá desistir. A resistência ao cansaço e à dor têm que se tornar uma constante. Não é permitido esmorecer.

É claro que além de foco e vontade, é fundamental treinar, e treinar muito. Oito horas por dia todos os dias sem trégua. O objetivo está no horizonte e tem que ser buscado com total entrega.

Há outra coisa importante, e que talvez seja uma das principais dificuldades do esporte brasileiro. Por mais vontade e esforço despendido, sem o equipamento adequado o objetivo jamais será alcançado. Inúmeros potenciais atletas não vingaram simplesmente por não possuírem condições de adquirir o equipamento necessário ou local para sua prática esportiva. Sem uma vara feita de fibras de carbono e vidro, por exemplo, projetada especialmente para Tiago Braz, o sucesso no salto seria extremamente improvável.

Ao mesmo tempo, a disciplina firme é que forma os campeões, em qualquer área. Por isto, o futuro atleta tem que ter liberdade para se dedicar ao seu objetivo e à disciplina necessária para ele. Sem poder decidir por si próprio o atleta poderá sentir-se frustrado e desistir do projeto.

Para atingir o nível olímpico em qualquer modalidade é indispensável ainda que o atleta tenha como saber permanentemente como está seu desempenho. E isto inclui não apenas a barra para o salto ou o cronômetro para a corrida, mas também ter o feedback de seus colegas, amigos e patrocinadores. É isso que norteará seu desenvolvimento e sua evolução no esporte.

Ao fim, anos e anos de dedicação e esforço podem se resumir a uma execução de menos de 10 segundos. Tudo culmina num momento único onde a vitória ou a derrota se delineiam.

Não conseguiu, não pode esmorecer. Treina mais quatro anos que outra olimpíada chegará e outros 10 segundos lhe serão proporcionados.

A conquista da medalha é a recompensa pela dedicação de quase uma vida, mas vale a pena. É o momento de glória e comemoração, é a conquista do objetivo.

Assim é a vida, e assim é a motivação. Nenhum passo pode ser negligenciado. Eles são a garantia do sucesso.

E este mesmo caminho, de começar com foco no objetivo, passar por muito treinamento especializado para o objetivo, ter condições para alcançá-lo, avaliação constante e ser recompensado ao final é o que faz com que as empresas, com a criação de uma Ideia Atratora, também alcancem seus objetivos e comemorem o aumento de sua produtividade e lucro.

O caminho do ouro olímpico
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