Ricardo Amorim e as leis trabalhistas

Ricardo Amorim, que dispensa qualquer apresentação, escreveu em abril de 2017 um artigo intitulado “TALVEZ” (link no fim deste texto) onde faz uma resenha dos direitos trabalhistas nos Estados Unidos. Brilhante artigo.

Já tratei deste tema em outras postagem no blog da FJacques, porém, como Ricardo Amorim foi mais fundo e detalhou mais aspectos do relacionamento empresa-empregado nos Estados Unidos com o intuito de cutucar com vara curta a defasagem entre as leis trabalhistas brasileiras e a “vida real”, vou fazer algumas considerações a respeito.

O que levaria milhares de pessoas, das mais diferentes nacionalidades, a abandonar família, emprego, amigos e até mesmo sua nacionalidade para rastejar por desertos ou tentar atravessar o oceano em jangadas formadas por câmaras pneumáticas, arriscando a vida tanto por confronto com a polícia como pelo ataque de tubarões para entrar em território americano como clandestino e trabalhar como subempregado em um país que não oferece nenhum direito trabalhista nem para seus próprios cidadãos nativos?

Mesmo com o risco de me tornar repetitivo, sou obrigado a dizer que o que os move é uma coisa singela que habita suas circunvoluções cerebrais: uma ideia.

Esta ideia fascinante promete liberdade, dinheiro, oportunidades, fortuna. Lá é a Meca daqueles fascinados pela livre iniciativa e pelo autodesenvolvimento. Lá não terão proteção e nem mesmo segurança, mas todos acham que vale a pena. E tentam, e voltam a tentar.

Já pensaram que esta é uma Ideia Atratora? Somente uma Ideia Atratora teria força suficiente para arrancar uma pessoa de sua terra, sua família e, usando uma expressão extremamente desgastada, sua zona de conforto, compelindo-a a arriscar tudo, até mesmo a própria vida, em busca de um sonho que a arrebata.

E, em sua maioria, são pessoas comuns, sonhadoras com certeza, mas que aqui ou em outras terras como México, Cuba ou outros países latino americanos, não agiriam com tal arrojo e, provavelmente, nada de muito significativo produziriam.

Esta Ideia que os atrai e os arrasta inapelavelmente libertando o manancial de energia que existe em todas as pessoas, precisa primeiramente ser plantada, adubada, criar corpo e assumir uma posição de comando dentro de seus cérebros. Quando isto acontece, coisas maravilhosas podem acontecer.

O Brasil, cada dia se torna um país no qual a desesperança faz com que a energia modificadora se disperse ou até mesmo nem seja suscitada. E esta desesperança se dissemina na sociedade em geral e principalmente nas empresas, e toda energia potencial continuará em estado latente até que alguma Ideia Atratora a liberte e a transforme em trabalho e ação.

Como o potencial energético é infinito, fica a pergunta que nunca quer calar: por que as empresas não estimulam a libertação desta energia reprimida? Se estão perdendo montanhas de dinheiro que ali estão, ao seu alcance, como pedras preciosas em uma mina a céu aberto, por que não criam uma Ideia Atratora e dão a volta por cima?

Vai saber!

 

Talvez

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