Revista Amanhã traz resenha sobre o livro do modelo GAIA

A última edição de 2015 da Revista Amanhã traz uma página inteira dedicada ao livro “Quando a empresa se torna azul – O poder das grandes ideias”. O texto aborda a importância de, muitas vezes, se posicionar com um certo distanciamento dos problemas para se poder visualizar o todo.

Além de também dar espaço para a experiência de mais de 30 anos de Fabio Freitas Jacques, diretor da FJacques – Gestão Através de Ideias Atratoras, a resenha destaca conceitos fundamentais do modelo GAIA, como “Ideias Atratoras”, a importância das pessoas, o lado prejudicial da departamentalização e um case prático da teoria exposta.

 

 Veja a resenha da Revista Amanhã:


Leia o texto na íntegra:

Quem consegue ver a cor da sua empresa?

Por Marcos Graciani

A pergunta acima é uma das mais importantes reflexões propostas pelo consultor Fabio Freitas Jacques em Quando a Empresa Se Torna Azul, lançado em novembro. Na obra, ele apresenta uma série de lições acumuladas ao longo de três décadas prestando consultoria a organizações catarinenses e gaúchas. Uma das principais teses defendidas é a de que empresários devem mudar o ângulo de visão para solucionar não apenas problemas do cotidiano, mas também aqueles entraves que envolvem estratégia. Em tempos de crise econômica, os ensinamentos são providenciais. “Afinal, quem consegue ver a cor da sua empresa? E dizer de que cor gostaria que ela fosse? E que ações devem ser tomadas para torná-la da cor desejada?”, questiona. As ponderações levam em conta muito mais do que os simples – e tradicionais – conceitos de azul para contas positivas e vermelho para negativas.

Mesmo assim, a obra procura oferecer caminhos para que uma companhia se desenvolva e, principalmente, para que aumente a lucratividade. É com esse propósito que Jacques apresenta o conceito de “ideias atratoras”. O princípio é fazer com que toda organização se volte a objetivos comuns. A proposta consiste em eliminar o conceito de dependência interna. Trata-se, na prática, de fazer com que um funcionário não dependa da manifestação diária de seu superior para cumprir tarefas ou mesmo sugerir melhorias. “Uma vez provocada a reação, o catalisador torna-se desnecessário. E tem de sair de cena”, ensina o consultor.

O livro também apresenta uma critica voraz à “departamentalização” corporativa. A prática, na visão de Jacques, é causadora de subprodutos negativos. “Com a departamentalização, funções importantes ficam pulverizadas e, muitas vezes, em mãos de pessoas que nem sempre são as mais talentosas”, alerta. “Por exemplo, uma das atividades mais disseminadas em uma empresa é negociar. (…) Uma empresa está negociando, mas negociador é ´avis rara´, uma função que nem ao menos existe. (…) A empresa tem um talento e perde nas negociações porque esse profissional não é do setor que negocia. Se ele pertence à área de vendas, jamais será chamado a participar de uma negociação com fornecedores ou com bancos. (…) Nesse sentido, a estrutura organizacional das empresas necessita de uma nova ordem”, proclama o autor.

Como exemplo, Jacques lembra do caso de uma fabricante de artefatos de alta precisão. Na empresa, todas as funções são atribuídas em fórum de consenso, não respeitando as regras de uma hierarquia formal. Ações como essa, sublinha ele, criam um fato novo e fazem com que muitas companhias alterem suas trajetórias.

Por fim, o consultor faz um alerta quanto à importância crucial do fator humano. Segundo ele, as pessoas são elementos-chave, fundamentais para que todas as mudanças que devem ser levadas a cabo dentro de uma organização aconteçam – independentemente do porte ou do tipo de empresa em questão. Para isso, Jacques toma como premissa um mandamento aprendido com Gerd Baumer, vice-presidente do Conselho de Administração da Weg Participações. “Nos tornamos os maiores e melhores porque sempre fomos buscar pessoas melhores do que nós.”

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